terça-feira, 26 de julho de 2011

A maré esta mudando,
o sudeste esta entrando
Procelas veem se aproximando
Corro pro timão sabendo que nada poderei fazer.
A não ser enfretar mais uma vez e perder
Toda a razão e todo saber
Por que em nenhum dia desta vida vou esquecer
Caminhos como esses percorridos
Por coisas como essas é que me orgulho de ter vivido
Ao lado de pessoas como você
Então tudo o que eu queria era estar afim
Mas nada veio em minha direção
É como se no coração só houvesse
Uma pequena ponta de frustração.

Eu tentava que ele mantivesse
Toda dignidade em forma de oração
Mesmo que fossem maneiras vãs
De elucubrar pensamentos absortos
Acabo percebendo que em gris manhas
Fico como uma fêmea após um aborto
Abatida, pálida, doida, sangrando

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Como um cofre ele se apresenta
Porém um cofre atípico;
Sempre trancando, assim como se deve ser;
Contudo, dual;
Sempre aberto!
Aberto a todas as suas escolhas
Porém, trancado ao seu desenrolar
Como aquela porta entreaberta
Convidando lhe a dar uma espiada
Há, contudo, um negrume que
Não lhe permite ver o que há adiante
Um salto no imaginário, instiga
Empurrando o subconsciente, consciente e uma coisa completamente desconhecida
Numa relação epifitista
Onde aqueles conhecidos são neutros
E estes
Misteriosamente não se apresentam, nos deixando duvidas, incertezas, descrenças.
Probabilidade, destino, Deus, relações bioquímicas, erros, ruídos brancos?
Em verdade sei que este é um personagem mefistofélico!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

As palavras proferidas pelo coração
não há língua que articule.
Tão pouco os gestos feitos com a alma
não há corpo que plagie
inermes são os pontos mundanos
sublimes são os amores
inefáveis são os sentimentos
sofríveis são os anseios trôpegos
que por vezes, nos insiste em aparecer
quero mais as marcas indeléveis, maculadas
Julgo os meus atos ex post e da maneira que me convém