sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

cova rasa

Alguma coisa na chuva se mexe
São os dias que não tem canto
São os dias que se movem com rapidez
Que me deixam se pensar e me fazem chorar
Que trazem consigo toda a insensatez
Que no passado havia ficado
Morto, calado e inebriado.
Mas hoje insiste em viver e retratar
Coisas que nem na saudade estavam mais registradas
Que estavam sepultadas numa cova rasa
Hoje eu sei, rasa.

Ipê

Queria saber qual a cor do seu coração
Pra poder ao menos entender.
Enquanto deslizo sobre curvas
Que enegrecem o meu colher
A vida vivida sem ti é a vida
Não desejada, nem amada;
É apenas a vida passada
Pela metade de minha alma
Do terço da minha sala
Dos quintos da minha alegria
Mesmo que pertença ao dobro do meu sofrimento
Ah se tudo fosse diferente
Cavalos marinhos, Ipes amarelos, botos rosas
Mas hoje é como que lhe perder
é cinza, escuro, turvo.

Falta

abro o armário a pocura daquela camisa verde
procuro o cd do cartola e o encontro
num lugar que nao devieria estar, mas estava ali.
abro a geladeira e encotro tudo como antes estava,
cervejas, salme, ovos, queijo, suco, água, refri.
Tudo esta em seu lugar, na mais perfeita ordem
Mas há alguma coisa estranha, falta algo
Nao sei dizer o que é, mais falta
pois cores não são
mais a mesma
não mais.