terça-feira, 28 de abril de 2009

Como o rei Creote, ele se anula
A bem de outro Estado.
Caçando prosódias e paródias
A fim de acalantar a dor.
A mesma que angustiante outrora foi
Sobre primas angulares ele se põe a refletir
Como o King Lear em meio à floresta.
Por isso faz de si o seu verdugo, O seu Big Brother em sua telelela, em seu IngSoc.
Num pan-óptico foucauniano tentas perceber seus erros, falhas.
Trazendo a sua face Münch.
Mesma que um dia naif foi.
I just want in the final point
Or one upward messager for make me happy.
Ich kein bin Bär
Ich kein ein alle
Por qua je sui Je
ما هي إنفلونزا الخنازير؟

domingo, 26 de abril de 2009

Un grande spettacolo a ventitré ore
prepara il vostr'umile
e buon servitore!
(riverenza comica)
Vedrete le smanie
del bravo Pagliaccio;
e com'ei si vendica
e tende un bel laccio...
Vedrete di Tonio
tremar la carcassa,
e quale matassa
d'intrighi ordirà.
Venite, onorateci
signori e signore.
A ventitré ore! A ventitré ore!
Eh! Eh! Vi pare?

Un tal gioco, credetemi,
è meglio non giocarlo con me,
miei cari; e a Tonio...
e un poco a tutti or parlo!
Il teatro e la vita
non son la stessa cosa;
no... non son la stessa cosa!!...
E se lassù Pagliaccio
sorprende la sua sposa
col bel galante in camera,
fa un comico sermone,
Poi si calma od arrendesi
ai colpi di bastone!...
Ed il pubblico applaude,
ridendo allegramente!

Ma se Nedda sul serio
sorprendessi...
altramente finirebbe la storia,
com'è ver che vi parlo!...
Un tal gioco, credetemi,...
è meglio non giocarlo!
Recitar!
Mentre presso dal delirio
non so più quel che dico
e quel che faccio!
Eppur è d'uopo... sforzati!
Bah! sei tu forse un uom?
Tu sei Pagliaccio!

Vesti la giubba
e la faccia infarina.
La gente paga e rider vuole qua.
E se Arlecchin
t'invola Colombina,
ridi, Pagliaccio...
e ognun applaudirà!
Tramuta in lazzi
lo spasmo ed il pianto;
in una smorfia
il singhiozzo e'l dolor...
Ridi, Pagliaccio,
sul tuo amore in franto!
Ridi del duol
t'avvelena il cor!
No! Pagliaccio non son;
se il viso è pallido,
è di vergogna,
e smania di vendetta!
L'uom riprende i suoi dritti,
e'l cor che sanguina vuol sangue
a lavar l'onta,
o maledetta!
No, Pagliaccio non son!
Son quei che stolido
ti raccolse orfanella in su la via
quasi morta di fame,
e un nome offriati,
ed un amor ch'era febbre e follia!

Sperai,
tanto il delirio accecato m'aveva,
se non amor, pietà... mercé!
Ed ogni sacrifizio al cor lieto,
imponeva, e fidente credeva
più che in Dio stesso, in te!
Ma il vizio alberga sol
ne l'alma tua negletta;
tu viscere non hai...
sol legge e'l senso a te!
Va, non merti il mio duol,
o meretrice abbietta,
vo' ne lo sprezzo mio
schiacciarti sotto i piè!

de Leoncavallo

No, pagliaccio non son" Pagliacci

Jesus no Xadrez

No tempo em que as estradas
Eram poucas no sertão
Tangerinos e boiadas
Cruzavam a região
Entre volante e cangaço
Quando a lei
Era a do braço
Do jagunço pau-mandado
Do coroné invasô
Dava-se no interiô
Esse caso inusitado

Quando o Palmeira das Antas
Pertencia ao capitão
Justino Bento da Cruz
Nunca faltô diversão
Vaquejada, canturia
Procissão e romaria
sexta-feira da paxão

Na quinta-feira maió
Dona Maria das Dores
No salão paroquial
Reuniu os moradores
Depois de uma preleção
Ao lado do capitão
Escalava a seleção
De atrizes e atores

Todo ano era um Jesus
Um Caifaz e um Pilatos
Só não mudavam a cruz
O verdugo e os maltratos

O Cristo daquele ano
Foi o Quincas Beija-flor
Caifaz foi Cipriano
Pilatos foi Nicanô

Duas cordas paralelas
Separavam a multidão
Pra que pudesse entre elas
Caminhar a procissão

Quincas conduzindo a cruz
Foi num foi adivirtia
O Cinturião perverso
Que com força lhe batia

Era pra bater maneiro
Bastião num intidia
Divido um grande pifão
Que tomou naquele dia
D'um vinho que o capelão
Guardava na sacristia

Cristo dizia:
- Ô rapais, vê se bate divagar
Já to todo incalombado
Assim num vô agüentar
Tá cá gota pra duer
Ou tu pára de bater
Ou a gente vai brigar
Jogo já essa cruis fora
Tô ficando aperriado
Vô morrê antes da hora
De ficar crucificado

O pior é que o malvado
Fingia que num ouvia
E além de bater com força
Ainda se divirtia
Espiava pra Jesus
Fazia pôco e dizia:
- Que Cristo frôxo é você?!
Que chora na procissão
Jesus, pelo que se sabe
Num era mole assim não
Eu to batendo com pena
Tu vai vê o que é bom
Na subida da ladeira
Da venda de Fenelom
O côro vai ser dobrado
Até chegar no mercado
A cuíca muda o tom

Naquele momento ouviu-se
Um grito na multidão
Era Quincas
Que com raiva
Sacudiu a cruz no chão
E partiu feito um maluco
Pra cima de Bastião
Se travaram no tabefe
Pontapé e cabeçada
Madalena levou queda
Pilatos levou pancada
Deram um cacete em Caifaz
Que até hoje num faz
Nem sente gosto de nada

Dismancharam a procissão
O cacete foi pesado
São Tumé levou um tranco
Que ficou desacordado
Acertaram um cocorote
Na careca de Timote
Que inté hoje é aluado

Inté mesmo São José
Que num é de confusão
Na ânsia de defender
Seu filho de criação
Aproveitou a garapa
Pra dar um monte de tapa
Na cara do bom ladrão

A briga só terminou
Quando o dotô delegado
Interviu e separô
Cada santo pro seu lado

Desde que o mundo se fez
Foi essa a primêra vez
Que Jesus foi pro xadrês
Mas num foi crucificado
Cordel do Fogo Encantado
Na porta lentas luzes de neon

Na mesa flores murchas de crepon

E a luz grená filtrada entre conversas

Inventa um novo amor, loucas promessas

De tomara-que-cais surge a crooner do norte

Nem aplausos, nem vaias: um silêncio de morte

Ah, quem sabe de si nesses bares escuros

Quem sabe dos outros, das grades, dos muros

No drama sufocado em cada rosto

A lama de não ser o que se quis

A chama quase morta de um sol posto

A dama de um passado mais feliz

Um cuba-libre treme na mão fria

Ao triste strip-tease da agonia

De cada um que deixa o cabaré

Lá fora a luz do dia fere os olhos

Ah, quem sabe de si nesses bares escuros
João Bosco

sábado, 25 de abril de 2009

Equilibrio geral

se o equilibrio de Leon Walras fosse verdade fora do papel, a URSS nao teria acabado

quinta-feira, 23 de abril de 2009

In memorian

Be near me when my light is low,
When the blood creeps, and the nerves prick
And tingle; and the heart is sick,
And all the wheels of Being slow.

Be near me when the sensuous frame
Is rack’d with pangs that conquer trust;
And Time, a maniac scattering dust,
And Life, a Fury slinging flame.

Be near me when my faith is dry,
And men the flies of latter spring,
That lay their eggs, and sting and sing
And weave their petty cells and die.

Be near me when I fade away,
To point the term of human strife,
And on the low dark verge of life
The twilight of eternal day.
Alfred Lord Tennyson

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Canção dos Piratas

hoje o tempo parece tranquilo
uma brisa soprada de leve, ahey, ahey
hoje o mar mais parece um espelho refletindo
bonecos de neve
ahey ahey
diz o capitao que amanha de manha
se continuar essa viração
nós vamos chegar ao mar do japao
Sa e Guarabyra

terça-feira, 14 de abril de 2009

AS CISMAS DO DESTINO

"Calou-se a voz. A noite era funesta.
E os queixos, a exibir trismos danados,
Eu puxava os cabelos desgrenhados
Como o rei Lear, no meio da floresta!

Maldizia, com apóstrofes veementes,
No estentor de mil línguas insurretas,
O convencionalismo das Pandetas
E os textos maus dos códigos recentes!

Minha imaginação atormentada
Paria absurdos... Como diabos juntos,
Perseguiam-me os olhos dos defuntos
Com a carne da esclerótica esverdeada.

Secara a clorofila das lavouras.
Igual aos sustenidos de uma endecha
Vinha-me ás cordas glóticas a queixa
Das coletividades sofredoras.

O mundo resignava-se invertido
Nas forças principais do seu trabalho...
A gravidade era um principio falho,
A análise espectral tinha mentido!

O Estado, a Associação, os Municípios
Eram mortos. De todo aquele mundo
Restava um mecanismo moribundo
E uma teleologia sem princípios.

Eu queria correr, ir para o inferno,
Para que, da psique no oculto jogo,
Morressem sufocadas pelo fogo
Todas as impressões do mundo externo!

Mas a Terra negava-me o equilíbrio...
Na Natureza, uma mulher de luto
Cantava, espiando as árvores sem fruto.
A canção prostituta do ludibrio!"
Augusto dos Anjos

Ode , On Intimations Of Immortality Analysis

I



"There was a time when meadow, grove, and stream,

The earth, and every common sight,

To me did seem

Apparelled in celestial light,

The glory and the freshness of a dream.

It is not now as it hath been of yore;--

Turn wheresoe'er I may,

By night or day,

The things which I have seen I now can see no more.



II



The Rainbow comes and goes,

And lovely is the Rose,

The Moon doth with delight

Look round her when the heavens are bare,

Waters on a starry night

Are beautiful and fair;

The sunshine is a glorious birth;

But yet I know, where'er I go,

That there hath past away a glory from the earth.



III



Now, while the birds thus sing a joyous song,

And while the young lambs bound

As to the tabor's sound,

To me alone there came a thought of grief:

A timely utterance gave that thought relief,

And I again am strong:

The cataracts blow their trumpets from the steep;

No more shall grief of mine the season wrong;

I hear the Echoes through the mountains throng,

The Winds come to me from the fields of sleep,

And all the earth is gay;

Land and sea

Give themselves up to jollity,

And with the heart of May

Doth every Beast keep holiday;--

Thou Child of Joy,

Shout round me, let me hear thy shouts, thou happy

Shepherd-boy!



IV



Ye blessed Creatures, I have heard the call

Ye to each other make; I see

The heavens laugh with you in your jubilee;

My heart is at your festival,

My head hath its coronal,

The fulness of your bliss, I feel--I feel it all.

Oh evil day! if I were sullen

While Earth herself is adorning,

This sweet May-morning,

And the Children are culling

On every side,

In a thousand valleys far and wide,

Fresh flowers; while the sun shines warm,

And the Babe leaps up on his Mother's arm:--

I hear, I hear, with joy I hear!

--But there's a Tree, of many, one,

A single Field which I have looked upon,

Both of them speak of something that is gone:

The Pansy at my feet

Doth the same tale repeat:

Whither is fled the visionary gleam?

Where is it now, the glory and the dream?



V



Our birth is but a sleep and a forgetting:

The Soul that rises with us, our life's Star,

Hath had elsewhere its setting,

And cometh from afar:

Not in entire forgetfulness,

And not in utter nakedness,

But trailing clouds of glory do we come

From God, who is our home:

Heaven lies about us in our infancy!

Shades of the prison-house begin to close

Upon the growing Boy,

But He beholds the light, and whence it flows,

He sees it in his joy;

The Youth, who daily farther from the east

Must travel, still is Nature's Priest,

And by the vision splendid

Is on his way attended;

At length the Man perceives it die away,

And fade into the light of common day.(...)"

William Wordsworth

segunda-feira, 13 de abril de 2009

O catador

"Um homem catava pregos no chão.
Sempre os encontrava deitados de comprido,
ou de lado,
ou de joelhos no chão.
Nunca de ponta.
Assim eles não furam mais - o homem pensava.
Eles não exercem mais a função de pregar.
São patrimônios inúteis da humanidade.
Ganharam o privilégio do abandono.
O homem passava o dia inteiro nessa função de catar
pregos enferrujados.
Acho que essa tarefa lhe dava algum estado.
Estado de pessoas que se enfeitam a trapos.
Catar coisas inúteis garante a soberania do Ser.
Garante a soberania de Ser mais do que Ter."
Maneul de Barros

domingo, 12 de abril de 2009

Over!

****
تناولت المحاضره التعريف بحباً فى رسول الله
1-كيف كانت بدايه الحمله ؟
فى مدرسه من المدارس الاسلاميه الخاصه بالقاهره الكبري حيث كانت تواجه مدرسه اللغه العربيه مشاكل فى تعليم الاطفال العلوم و المبادء و القيم الاخلاقيه فقد اعطت كل ما لديها دون فائده مرجوه او نتيجه ملموسه , و حيت اتي بها الياس , استدارت الي السبوره موجها قلبها الي الله تعالي وكتبت بين التاريخين عنوان " حبا فى رسول الله " و حينها لم تسمع للاطفال صوت وحين استدارات كانوا كلهم اعين موجه لحباً فى رسول الله و حينها سال احدهم لماذا حبا فى رسول الله و اجابتهم واستفاضات و ختمت بانه حبا فى رسول الله يجب ان يتعلموا ليصبحوا علماء فى الاسلام كما المسلمين الاوائل يجب ان يمارسوا الالعاب الرياضيه حبا فى رسول الله لنصرته.
وكيف ان هؤلاء الاطفال هم كانوا بذره حمله حباً فى رسول الله بفطرتهم السليمه للاسلام وقد اكدت لعلها خير انها فطرت الاسلام الاول يهي التي حركتهم لحب رسول الله و هي التي اخرت منهم هذه الطاقه الايجابيه للتغير للافضل.
2- من لبي النداء" حباً في رسول الله"؟
النساء ثم النساء هن اللاتي بذلن قصاري جهدن حتي مع وجود التزام العمل اليومي, الاسره, الدراسه و الامتحانات الدراسيه, حتي عائق المسافه , واستشهدت الاخت الشريفه " لعلها خير" بمدام/ كريمه الفاضله التي اتت الينا من جنوب مصر من اخر البقاع لتلبي النداء " حبا فى رسول الله" و قد اضافت بحضورها بركه الطاقه التي زرعتها بقلوبنا جميع, هذه السيده الفاضله التي تواجدت مع الحمله فى اول لقاء لاعضاءها و التي كانت بمنزلها الساعه الثالثه صباحاً. هن نساء المسلمين هن سياتي علي ايدهن البركه ان شاء الله , لقد لبوا نداء حباً فى رسول الله, وايضاً تحدثت عن الاخوات خارج مصر و هن اللاتي جاءوا للحمله بالابحاث الخاصه بالنساء و اسرهن و عملهن و مظهرهن ,و بالنساء العاملات التي تتطوعن لترجمه كتب للحمله لكي تنهض بالأنثي المسلمه.

terça-feira, 7 de abril de 2009

à Andy Warhol


"(...)Consumido pela culpa, pela vergonha, por
medos e inseguranças, o macho é, contudo,
obcecado, graças à sensação física
perceptível somente por muita sorte, por
meter. É capaz de atravessar um rio de
catarro ou de andar um quilômetro com
vômito até o nariz se acreditar que uma
boceta amiga o espera no final. Trepará com
uma mulher que ele despreza, qualquer
bruaca desdentada, e pagará por isso.
Porquê? Para aliviar a tensão física não é
resposta, já que isso a masturbação resolve.
Para satisfazer o ego também não porque
cadáveres e bebês não proporcionam tal
prazer.(...)"
Valerie Solanas

O Vento

Posso ouvir o vento passar
Assistir a onda bater
Mas o estrago que faz
A vida é curta pra ver

Eu pensei que quando eu morrer
Vou acordar para o tempo
E para o tempo parar

Um século, um mês
Três vidas e mais
Um passo pra trás?
Por que será?
...
Vou pensar

Como pode alguém sonhar
O que é impossível saber
Não te dizer o que eu penso
Já é pensar em dizer
Isso eu vi, o vento leva!

Não sei mas sinto que é como sonhar
Que o esforço pra lembrar
É vontade de esquecer
E isso por que?
(diz mais)

Ú
Se a gente já não sabe mais
Rir um do outro meu bem
Então o que resta é chorar
E talvez
se tem que durar
Vem renascido o amor
bento de lágrimas.

Um século, três
Se as vidas atrás
São parte de nós
E como será?

O vento vai dizer lento que virá
E se chover demais
A gente vai saber,
Claro de um trovão,
Se alguém depois sorrir em paz
(Só de encontrar...)
Los Hermanos

quarta-feira, 1 de abril de 2009

desde que o mundo é mundo.

Eu queria pensar nas possiblidades remotas e vê-las como se possível fosse.
Gostaria que minhas certezas nem sempre fossem tão certas.
Que o inxorável as vezes me ajudasse com uma chance.
Que por muitas vezes o infável fosse parlamentável.
Que o pra sempre, pra sempre durasse.
Mas tudo o que me resta é pensar numa construção bauhausiana.
Vou criar uma ciência para tornar possível os meus quereres.
E ter minhas vontades respaldadas em vardades que já nascem sendo mentiras.