sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009



Campi di lavanda e l'auto che va
Dietro quei cipressi la strada piegherà
E passata la collina chissà,
Se la casa come un tempo mi apparirà.

Ed ogni volta che ti penso eri là
Quel sorriso in tasca largo ed incredulo
Quanti bimbi e cani avevi intorno
E che chiasso di colori al tramonto

E i ricordi si confondono, là dove non vorrei
Le memorie poi s'increspano e non so più chi sei
E i venti del cuore soffiano e gli angeli por ci abbandonano
Con la fame di volti e di parole
Seguendo fantasmi d'amore, i nostri fantasmi d'amore

E mi sembrava quasi un'eternità
Che non salivo scalzo sopra quel glicine
in penombra ti guardavo dormire nei capelli tutti i nidi d'aprile

E le immagini si perdono, fermarle non potrei
E le pagine non svelano, chi eri e chi ora sei
E i venti del cuore soffiano e gli angeli poi ci abbandonano
Con la voglia di voci e di persone
Seguendo fantasmi d'amore, i nostri fantasmi d'amore
Seguendo fantasmi d'amore, i nostri fantasmi d'amore

Quando i venti del cuore soffiano
Seguiamo fantasmi d'amore, i nostri fantasmi d'amore
Bubola

Frida


Ich bin angust!
Wir sind lieben!
Frida ist All!

Bela


O luar branco, um riso de Jesus,
Inunda a minha rua toda inteira,
E a Noite é uma flor de laranjeira
A sacudir as pétalas de luz…

A luar é uma lenda de balada
Das que avozinhas contam à lareira,
E a Noite é uma flor de laranjeira
Que jaz na minha rua desfolhada…

O Luar vem cansado, vem de longe,
Vem casar-se co´a Terra, a feiticeira
Que enlouqueceu d´amor o pobre monge…

O luar empalidece de cansado…
E a noite é uma flor de laranjeira
A perfumar o místico noivado!…

Florbela Espanca - Trocando olhares - 30/04/1917

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

O Velho e o Novo

Desde então procuro descançar fatos, aqui sentado à mesa da sala, à hora em que os grilos cantam e a folhagem dos bambus se tingem de preto. Reflito
As vezes entro pela noite, passo tempo sem fim acordando lembraças. outras vezes me ajeito com essa ocupação nova
Por isso cancei deste nao findar. Por que sei que nao há fim, mesmo o querendo. Ainda mais quero o recomeçar. Posto que o recomeçar sempre o novo traz e com o influxo do novo o velho se debate, agoniza pondo a coragem a prova.
Então lhe proponho o novo que muito do velho tem, contudo deverás novo é.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Morte vida Severina

"...E não há melhor resposta
que o espetáculo da vida:
vê-la desfiar seu fio,
que também se chama vida,
ver a fábrica que ela mesma,
teimosamente, se fabrica,
vê-la brotar como há pouco
em nova vida explodida;
mesmo quando é assim pequena
a explosão, como a ocorrida;
mesmo quando é uma explosão
como a de há pouco, franzina;
mesmo quando é a explosão
de uma vida severina."
Joao Cabral de Melo Neto

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

TEMPOS

Embala no seio
o desejo do desconhecido

Embala na rede
as reticêcias da
histórias que já foi.

Embala na cadeira
as lembranças,
eco distante,
remanso da vida
que passou.

SÔNIA BITTENCOURT DE SÁ

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

domingo, 1 de fevereiro de 2009