sexta-feira, 21 de novembro de 2008

passado

Era quente depois frio
Anjos bons anjos maus
Oi Tudo bem?
Quanto tempo...
Palavras as vezes difícil
Antigo amor

eu

Se quer saber como me sinto

Pergunte a Midas

Se quer saber que penso

Pergunte as Hidras

Se quer saber como estou

Pergunte a mim sem querer

Pois a resposta não vai querer

saber

Drogas

Drogas pra dormir

Drogas pra entorpecer

As verdades do mundo

As mentiras sem fundo

O dia a dia frio

A casa bagunçada

A vida desregrada

A disciplina que liberta

O caos que prende

Com as amarras do passado

Sigo em frente

traição

tudo o que eu queria
era minha metade
o que tive foi a pífia
verdade de uma maldade
acabada pronta jogada
passo então a verdade
para sempre verdade
por que a mentira ala
voa a espera da rodada
perfeita em sua crueldade
a espreita de uma derrocada
o oponente então sangra
por honesto ser
e reclama por agora viver
sem a sua verdade

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Ultimo Romance.

Eu encontrei-a quando não quis
mais procurar o meu amor
e o quanto levou foi pra eu merecer
antes um mês e eu já não sei
e até quem me vê lendo jornal
na fila do pão sabe que eu te encontrei

e ninguém dirá
que é tarde demais
que é tão diferente assim
do nosso amor
a gente é que sabe pequena
ah vai

me diz o que é o sufoco que eu te mostro alguém
afim de te acompanhar
e se o caso for de ir a praia
eu levo essa casa numa sacola..

eu encontrei-a e quis duvidar
tanto clichê
deve não ser
você me falou
pra eu não me preocupar
ter fé e ver coragem no amor
e só de te ver
eu penso em trocar
a minha tv num jeito de te levar
a qualquer lugar
que você queira
e ir onde o vento for
que pra nos dois
sair de casa já é
se aventurar
ah vai

me diz o que é o sossego que eu te mostro alguém
afim de te acompanhar
e se o tempo for te levar eu sigo essa hora
eu pego carona
pra te acompanhar
Los Hermanos.
4 you

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Anyone Else But Tou

You're a part time lover and a full time friend
The monkey on your back is the latest trend
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you
Here is the church and here is the steeple
We sure are cute for two ugly people
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you
We both have shiny happy fits of rage
I want more fans, you want more stage
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you
You are always trying to keep it real
I'm in love with how you feel
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you
I kiss you on the brain in the shadow of a train
I kiss you all starry eyed, my body's swinging from
side to side
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you
The pebbles forgive me, the trees forgive me
So why can't, you forgive me?
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you
Du dududu dududu du dududu
Du dududu dududu du dududu
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you
Trilha sonora de Juno.
Infelizmente nao sei o autor....
Mas ela é pra vc. greenish eye

Hymne à L´amour

Le ciel bleu sur nous peut s'effondrer
Et la Terre peut bien s'écrouler
Peut m'importe si tu m'aimes
Je me fous du monde entier
Et tant que l'amour inondera mes matins
Et tant que mon corps frémira sous tes mains
Peut m'importent les problèmes
Mon amour puisque tu m'aimes
J'irais jusqu'au bout du monde
Je me ferais teindre en blonde
Si tu me le demandais
J'irais décrocher la Lune
J'irais voler la fortune
Si tu me le demandais
Je renierais ma patrie
Je renierais mes amis
Si tu me le demandais
On peut bien rire de moi
Moi je ferais n'importe quoi
Si tu me le demandais
Et si un jour la vie t'arrache à moi
Si tu meures que tu sois loin de moi
Peu m'importe si tu m'aimes
Car moi je mourrai aussi
Et nous aurons pour nous l'éternité
Dans le bleu de toute l'immensité
Dans le ciel plus de problèmes
Mon amour crois-tu qu'on s'aime
Dans le ciel plus de problèmes
Mon amour puisque tu m'aimes
Edith Piaf.
A minha e a sua

domingo, 16 de novembro de 2008

Uma Paixão Pra Santinha

Xanduca de Mané Gago
Tinha querença mais eu
Me vestia de abraço
Bucanhava os beiço meu
Era aquele tirinete
Parecia dois colchete
Eu in nela e ela in nêu.
No apolegar das tetas
Nos chamego penerado
Nas misturação das perna
Nos cafuné do molengado
Nos beijo mastigadinho
Nos açoite de carinho
Nós era bem escolado.
Era aquele tudo um pouco
Era aquela amoridade
Mas faltava na verdade
Sensação de friviôco
Um querer, uma pujança
Daquela que dá sustança
Na homencia do cabôco.
No dia que`u vi Santinha
Sobrinha do sacristão
O bangalô do meu peito
Se enfeitou feito um pavão
Foi quando esqueci Xanduca
Sem mágoa sem discussão
Pois vimos que nós só tinha
Uma paixãozinha mixa
Uma jogada de ficha
Uma piola de paixão.
Santinha é a indivídua
Que misturou meu pensar
Que me deixou friviando
Sem nem sequer me olhar
Matutinha aprincesada
Mulher de voz aflautada
Olhosa de se olhar
Fulô de beleza fina
É a tipa da menina
Que se deseja encontrar.
Mas Santinha é quase santa
Nem percebe o meu amor
Não tem na boca um pecado
Tem o beicinho encarnado
Pintado a lápis de cor
Só tem olhos pra bondade
Mas não faz a caridade
De enxergar um pecador.
Ah! se eu fosse um monsenhor
Um padre, um frei, um vigário
Eu achucalhava os sino
De riba do campanário
Eu abria o novenário
Eu enfeitava um andor
Botava ela impezinha
Feito uma santa rainha
Padroeira dos amor.
Arranjava um pedestal
Um altar um relicário
Chamava todas carola
Chamava todo igrejário
E dizia em toda altura
Com voz de missionário:
Oh! minha santa Santinha!
Tire este manto celeste
Saia deste relicário
Olhe pra mim e garanta
Que vai deixar de ser santa
Que`u deixo de ser vigário
Jessier Quirino

Zé Qualquer e Chica Boa

Empurra a cancela Zé
Abre o curral da verdade
Pra mostrar pra mocidade
Como é que vive um Zé
Sem um conforto sequer
Com sua latas furadas
E a cacimba tão distante
Um Zé arame farpante
O Zé que se aprisiona
Aos cacos velhos da enxada
Que nasce herdeiro do nada
E qualquer lado é seu caminho
Medalhas, são seus espinhos
Quedas de bois são batalhas
Seus braços, duas cangalhas
De taipa e barro é seu ninho.
Feito de gente e de fé
O Zé que se aprisiona
Aos cacos velhos da enxada
Que nasce herdeiro do nada
E qualquer lado é seu caminho
Medalhas, são seus espinhos
Quedas de bois são batalhas
Seus braços, duas cangalhas
Mas o Qualquer desse Zé
Não é qualquer qualquer não.
De taipa e barro é seu ninho.
É um Qualquer niquelado
Acabestrado num Zé
Não é Zé pra qualquer nome
Nem Qualquer pra qualquer Zé
Diante desses apois
Eu vou dizer quem tu sois
Pode escrever se quiser:
Sois argumento de foice
Sois riacho correntoso
Tu sois carquejo espinhoso
Sois calo de coronel
Sois cor de barro a granel
Sois couro bom que não mofa
Sois um doutor sem farofa
Sem soqueira de anel.
Sois umbuzeiro de estrada
Sois ninho de carcará
Sois folha seca, sois galho
Sois fulô de se cheirar
Sois fruto doce e azedo
Sois raiz que logo cedo
Quer terra pra se enfiar.
No inverno sois caçote
Espelho de céu no chão
Chorrochochó de biqueira
Espuma de cachoeira
Sois lodo, sois timbungão
Sois nuvem quebrando a barra
Violino de cigarra
Afinando a chiação.

Sois bafo de cuscuzeira
Sois caldo de milho quente
Sois a canjica do milho
Sois milho pessoalmente
Tu sois forte no batente
Tu sois como milho assado
Se não for bem mastigado
Sai inteirinho da gente.
Tu desarruma as tristezas
Caçando uma risadinha
Sois doido, doido tu sois
Tu sois um baião-de-dois
Tu sois pirão de farinha
Sois bruto que se ameiga
No amor tu sois manteiga
Numa creamecrackerzinha.
Sois um Zé Qualquer do mato
Provador de amargor
Tu sois urro, sois maciço
Devoto do padre Ciço
Sois matuto rezador
O Zé Qualquer em pessoa
Marido de Chica Boa
O teu verdadeiro amor.
É Francisca CalimériaFeliciana Qualquer
Chica Boa é apelido
Pode chamar quem quiser
Mas digo as outras pessoas
Não digam que Chica "É" boa
O cabra que assim caçoa
Vê direitim quem é Zé.
JESSIER QUIRINO
Homenagem ao GRANDE ZÉ GOMES

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

caminhos

Teço agora não nossas
mas minha estrada
turva por uma neblina
incerta que faz do meu
futuro certo sem o seu

Passo a passo

Quando meu destino levou-me

Ao destino seu

Mar se fez

Alegria, paz e contentamento.

Quando nosso destino nos levou

A outros destinos

Mar se fez

Procelas,lagrimas e descontentamento.

fotos

Sua imagem que outrora era imaculada

Hoje aparece em minha retina enfadada

Borrada de tantas lagrimas já derramadas

Em nossos instantes fabricados

Pois certo de que meus ais não terão

Reverberacia em seu sofrer

ir e vir

Reto como uma curva

Seco como um açude

Calmo como a agonia

Leve tanto quanto pesado

A consciência paira, voa,

Vai e vem

Acaso

Percalços em minha estrada normais são

Longas estradas, entediado.

Percorro caminhos já trilhados

Sem saber que brinde me espera no fim

Por que o acaso é o acaso

Sempre! Do início ao fim.

Só pro isso eu bazofeio

Só por isso eu vim

Eu não quero saber qual é o fim.

negros

Em seus olhos negros pairam
contentamento e procelas
Em sua boca carne
Suco e desejos
Em sua pele há maciez e minha vontade