domingo, 28 de dezembro de 2008

Paciencia

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não para
Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora vou na valsa
A vida e tão rara
Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência
Será que é o tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (Tão rara) Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para (a vida não para não)
Será que é tempo que me falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (tão rara)
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei,a vida não para (a vida não para não... a vidanão para)
Lenine

sábado, 27 de dezembro de 2008

Miedo

Tienen miedo del amor y no saber amar
Tienen miedo de la sombra y miedo de la luz
Tienen miedo de pedir y miedo de callar
Miedo que da miedo del miedo que da
Tienen miedo de subir y miedo de bajar
Tienen miedo de la noche y miedo del azul
Tienen miedo de escupir y miedo de aguantar
Miedo que da miedo del miedo que da
El miedo en una sombra que el temor no esquiva
El miedo as una trampa que atrapó al amor
El miedo es la palanca que apagó la vida
El miedo es una grieta que agrandó el dolor
Tenho medo de gente e de solidão
Tenho medo da vida e medo de morrer
Tenho medo de ficar e medo de escapulir
Medo que dá medo do medo que dá
Tenho medo de acender e medo de apagar
Tenho medo de esperar e medo de partir
Tenho medo de correr e medo de cair
Medo que dá medo do medo que dá
O medo é uma linha que separa o mundo
O medo é uma casa aonde ninguém vai
O medo é como um laço que se aperta em nós
O medo é uma força que não me deixa andar
Tienen miedo de reir y miedo de llorar
Tienen miedo de encontrarse y miedo de no ser
Tienen miedo de decir y miedo de escuchar
Miedo que da miedo del miedo que da
Tenho medo de parar e medo de avançar
Tenho medo de amarrar e medo de quebrar
Tenho medo de exigir e medo de deixar
Medo que dá medo do medo que dá
O medo é uma sombra que o temor não desvia
O medo é uma armadilha que pegou o amor
O medo é uma chave que apagou a vida
O medo é uma brecha que fez crescer a dor
El miedo es una raya que separa el mundo
El miedo es una casa donde nadie va
El miedo es como un lazo que se apierta en nudo
El miedo es una fuerza que me impide andar
Medo de olhar no fundo
Medo de dobrar a esquina
Medo de ficar no escuro
De passar em branco, de cruzar a linha
Medo de se achar sozinho
De perder a rédea, a pose e o prumo
Medo de pedir arrego, medo de vagar sem rumo
Medo estampado na cara ou escondido no porão
Medo circulando nas veias ou em rota de colisão
Medo é de deus ou do demo? É ordem ou é confusão?
O medo é medonho
O medo domina
O medo é a medida da indecisão
Medo de fechar a cara, medo de encarar
Medo de calar a boca, medo de escutar
Medo de passar a perna, medo de cair
Medo de fazer de conta, medo de iludir
Medo de se arrepender
Medo de deixar por fazer
Medo de se amargurar pelo que não se fez
Medo de perder a vez
Medo de fugir da raia na hora H
Medo de morrer na praia depois de beber o mar
Medo que dá medo do medo que dá
Medo que dá medo do medo que dá
(Pedro Guerra/lenine/robney Assis

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Dia de cão

Hoje o dia foi foda. Como sempre é quando tenho que lidar com a morte de quem começou a viver, mesmo vivendo ou morrendo, lidar com o extremo sempre é foda. Amo minha profissão, mas porvezes ela me castiga e muitas outras ela me brinda. Ela acaba me mostrando que nem tudo pode ser resolvido[ a morte é inexorável]. As escolhas nem sempre são as preferidas ou perfeitas. Na vida não existe um simples ou um complexo equilíbrio de Nash.

Não consegui salvar todas as vidas que queria, mas salvei uma. E por isso meu sentimento dicotômico e minha retórica dialética de sempre. Sei que não sou Deus, sei disso, e não posso fazer com que todos vivam. Escolher é uma merda. Processos decisórios dolorosos, difíceis que por vezes trazem consigo uma angustia kafikiniana [desmedida na duração e herculia na intensidade] e sempre são... Hoje quero chegar em casa deitar no travesseiro e chorar. Como sempre faço quando escolho uma em vez de outra. Esperarei as folhas se tingirem de preto, o sono chegar o meu coração acalentar. E dizer pra mim mesmo, um dia de cada vez.

Solidão a dois de dia
Faz calor, depois faz frio
Você diz "já foi" e eu concordo contigo
Você sai de perto eu penso em suicídio
Mas no fundo eu não ligo
Você sempre volta com as mesmas notícias
Eu queria ter uma bomba
Um flit paralisante qualquer
Pra poder me livrar
Do prático efeito
Das tuas frases feitas
Das tuas noites perfeitas

Solidão a dois de dia
Faz calor, depois faz frio
Você diz "já foi" e eu concordo contigo
Você sai de perto eu penso em homicidio
Mas no fundo eu não ligo
Você sempre volta com as mesmas notícias
Eu queria ter uma bomba
Um flit paralisante qualquer
Pra poder te negar
Bem no último instante
Meu mundo que você não vê
Meu sonho que você não crê
Cazuza



segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

"LET us go then, you and I,

When the evening is spread out against the sky

Like a patient etherised upon a table;

Let us go, through certain half-deserted streets,

The muttering retreats
5
Of restless nights in one-night cheap hotels

And sawdust restaurants with oyster-shells:

Streets that follow like a tedious argument

Of insidious intent

To lead you to an overwhelming question …

Oh, do not ask, “What is it?”

Let us go and make our visit.


In the room the women come and go

Talking of Michelangelo.


The yellow fog that rubs its back upon the window-panes,

The yellow smoke that rubs its muzzle on the window-panes

Licked its tongue into the corners of the evening,

Lingered upon the pools that stand in drains,

Let fall upon its back the soot that falls from chimneys,

Slipped by the terrace, made a sudden leap,

And seeing that it was a soft October night,

Curled once about the house, and fell asleep.


And indeed there will be time

For the yellow smoke that slides along the street,

Rubbing its back upon the window-panes;

There will be time, there will be time

To prepare a face to meet the faces that you meet;

There will be time to murder and create,

And time for all the works and days of hands

That lift and drop a question on your plate;

Time for you and time for me,

And time yet for a hundred indecisions,

And for a hundred visions and revisions,

Before the taking of a toast and tea.


In the room the women come and go

Talking of Michelangelo.(...)"
T.S Eliot

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

resíduo

(...) Pois de tudo fica um pouco.
Fica um pouco de teu queixo
no queixo de tua filha.
De teu áspero silêncioum pouco ficou, um pouco
nos muros zangados,nas folhas, mudas, que sobem.

Ficou um pouco de tudono pires de porcelana,
dragão partido, flor branca,ficou um pouco
de ruga na vossa testa,
retrato.

(...) E de tudo fica um pouco.
Oh abre os vidros de loção
e abafa
o insuportável mau cheiro da memória.
(Resíduo)
Carlos Drummond

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

to be lost in contemplation

It's up in the morning
And on the downs
Little white clouds
Like gambolling lambs
And I am breathless over you
And the red-breasted robin
Beats his wings
His throat it trembles
When he sings
For he is helpless before you
The happy hooded bluebells bow
And bend their heads all a-down
Heavied by the early morning dew
At the whispering stream
At the bubbling brook
The fishes leap up to take a look
For they are breathless over you
Still your hands
And still your heart
For still your face
Comes shining through
And all
The morning glows anew
Still your mind
Still your soul
For still
The fare of love is true
And I am breathless without you
The wind circles among the trees
And it bangs about the new-made leaves
For it is breathless without you
The fox chases the rabbit round
The rabbit hides beneath the ground
For he is defenceless without you
The sky of daytime dies away
And all the earthly things
They stop to play
For we are all breathless without you
I listen to my juddering bones
The blood in my veins
And the wind in my lungs
And I am breathless without you
Still your hands
And still your heart
For still your face
Comes shining through
And all
The morning glows anew
Still your soul
Still your mind
Still, the fire of love is true
And I am breathless without you
Cat Power
Breathless

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

quem sabe

Vai chover de novo, deu na TV
Que o povo já se cansou de tanto o céu desabar
E pede a um santo daqui que reze ajuda de Deus
Mas nada pode fazer se a chuva quer é trazer você pra mim
Vem cá que ta me dando uma vontade de chorar
Não faz assim, não vá pra lá
Meu coração vai se entregar à tempestade
Quem é você pra me chamar aqui se nada aconteceu?
Me diz, foi só amor ou medo de ficar sozinho outra vez?
Cadê aquela outra mulher? Você me parecia tão bem!
A chuva já passou por aqui, eu mesma que cuidei de secar
Quem foi que te ensinou a rezar?
Que santo vai brigar por você?
Que povo aprova o que você fez?
Devolve aquela minha TV que eu vou de vez
Não há porque chorar por um amor que já morreu
Deixa pra lá, eu vou, adeus
Meu coração já se cansou de falsidade
Marcelo Camelo

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

passado

Era quente depois frio
Anjos bons anjos maus
Oi Tudo bem?
Quanto tempo...
Palavras as vezes difícil
Antigo amor

eu

Se quer saber como me sinto

Pergunte a Midas

Se quer saber que penso

Pergunte as Hidras

Se quer saber como estou

Pergunte a mim sem querer

Pois a resposta não vai querer

saber

Drogas

Drogas pra dormir

Drogas pra entorpecer

As verdades do mundo

As mentiras sem fundo

O dia a dia frio

A casa bagunçada

A vida desregrada

A disciplina que liberta

O caos que prende

Com as amarras do passado

Sigo em frente

traição

tudo o que eu queria
era minha metade
o que tive foi a pífia
verdade de uma maldade
acabada pronta jogada
passo então a verdade
para sempre verdade
por que a mentira ala
voa a espera da rodada
perfeita em sua crueldade
a espreita de uma derrocada
o oponente então sangra
por honesto ser
e reclama por agora viver
sem a sua verdade

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Ultimo Romance.

Eu encontrei-a quando não quis
mais procurar o meu amor
e o quanto levou foi pra eu merecer
antes um mês e eu já não sei
e até quem me vê lendo jornal
na fila do pão sabe que eu te encontrei

e ninguém dirá
que é tarde demais
que é tão diferente assim
do nosso amor
a gente é que sabe pequena
ah vai

me diz o que é o sufoco que eu te mostro alguém
afim de te acompanhar
e se o caso for de ir a praia
eu levo essa casa numa sacola..

eu encontrei-a e quis duvidar
tanto clichê
deve não ser
você me falou
pra eu não me preocupar
ter fé e ver coragem no amor
e só de te ver
eu penso em trocar
a minha tv num jeito de te levar
a qualquer lugar
que você queira
e ir onde o vento for
que pra nos dois
sair de casa já é
se aventurar
ah vai

me diz o que é o sossego que eu te mostro alguém
afim de te acompanhar
e se o tempo for te levar eu sigo essa hora
eu pego carona
pra te acompanhar
Los Hermanos.
4 you

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Anyone Else But Tou

You're a part time lover and a full time friend
The monkey on your back is the latest trend
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you
Here is the church and here is the steeple
We sure are cute for two ugly people
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you
We both have shiny happy fits of rage
I want more fans, you want more stage
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you
You are always trying to keep it real
I'm in love with how you feel
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you
I kiss you on the brain in the shadow of a train
I kiss you all starry eyed, my body's swinging from
side to side
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you
The pebbles forgive me, the trees forgive me
So why can't, you forgive me?
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you
Du dududu dududu du dududu
Du dududu dududu du dududu
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you
Trilha sonora de Juno.
Infelizmente nao sei o autor....
Mas ela é pra vc. greenish eye

Hymne à L´amour

Le ciel bleu sur nous peut s'effondrer
Et la Terre peut bien s'écrouler
Peut m'importe si tu m'aimes
Je me fous du monde entier
Et tant que l'amour inondera mes matins
Et tant que mon corps frémira sous tes mains
Peut m'importent les problèmes
Mon amour puisque tu m'aimes
J'irais jusqu'au bout du monde
Je me ferais teindre en blonde
Si tu me le demandais
J'irais décrocher la Lune
J'irais voler la fortune
Si tu me le demandais
Je renierais ma patrie
Je renierais mes amis
Si tu me le demandais
On peut bien rire de moi
Moi je ferais n'importe quoi
Si tu me le demandais
Et si un jour la vie t'arrache à moi
Si tu meures que tu sois loin de moi
Peu m'importe si tu m'aimes
Car moi je mourrai aussi
Et nous aurons pour nous l'éternité
Dans le bleu de toute l'immensité
Dans le ciel plus de problèmes
Mon amour crois-tu qu'on s'aime
Dans le ciel plus de problèmes
Mon amour puisque tu m'aimes
Edith Piaf.
A minha e a sua

domingo, 16 de novembro de 2008

Uma Paixão Pra Santinha

Xanduca de Mané Gago
Tinha querença mais eu
Me vestia de abraço
Bucanhava os beiço meu
Era aquele tirinete
Parecia dois colchete
Eu in nela e ela in nêu.
No apolegar das tetas
Nos chamego penerado
Nas misturação das perna
Nos cafuné do molengado
Nos beijo mastigadinho
Nos açoite de carinho
Nós era bem escolado.
Era aquele tudo um pouco
Era aquela amoridade
Mas faltava na verdade
Sensação de friviôco
Um querer, uma pujança
Daquela que dá sustança
Na homencia do cabôco.
No dia que`u vi Santinha
Sobrinha do sacristão
O bangalô do meu peito
Se enfeitou feito um pavão
Foi quando esqueci Xanduca
Sem mágoa sem discussão
Pois vimos que nós só tinha
Uma paixãozinha mixa
Uma jogada de ficha
Uma piola de paixão.
Santinha é a indivídua
Que misturou meu pensar
Que me deixou friviando
Sem nem sequer me olhar
Matutinha aprincesada
Mulher de voz aflautada
Olhosa de se olhar
Fulô de beleza fina
É a tipa da menina
Que se deseja encontrar.
Mas Santinha é quase santa
Nem percebe o meu amor
Não tem na boca um pecado
Tem o beicinho encarnado
Pintado a lápis de cor
Só tem olhos pra bondade
Mas não faz a caridade
De enxergar um pecador.
Ah! se eu fosse um monsenhor
Um padre, um frei, um vigário
Eu achucalhava os sino
De riba do campanário
Eu abria o novenário
Eu enfeitava um andor
Botava ela impezinha
Feito uma santa rainha
Padroeira dos amor.
Arranjava um pedestal
Um altar um relicário
Chamava todas carola
Chamava todo igrejário
E dizia em toda altura
Com voz de missionário:
Oh! minha santa Santinha!
Tire este manto celeste
Saia deste relicário
Olhe pra mim e garanta
Que vai deixar de ser santa
Que`u deixo de ser vigário
Jessier Quirino

Zé Qualquer e Chica Boa

Empurra a cancela Zé
Abre o curral da verdade
Pra mostrar pra mocidade
Como é que vive um Zé
Sem um conforto sequer
Com sua latas furadas
E a cacimba tão distante
Um Zé arame farpante
O Zé que se aprisiona
Aos cacos velhos da enxada
Que nasce herdeiro do nada
E qualquer lado é seu caminho
Medalhas, são seus espinhos
Quedas de bois são batalhas
Seus braços, duas cangalhas
De taipa e barro é seu ninho.
Feito de gente e de fé
O Zé que se aprisiona
Aos cacos velhos da enxada
Que nasce herdeiro do nada
E qualquer lado é seu caminho
Medalhas, são seus espinhos
Quedas de bois são batalhas
Seus braços, duas cangalhas
Mas o Qualquer desse Zé
Não é qualquer qualquer não.
De taipa e barro é seu ninho.
É um Qualquer niquelado
Acabestrado num Zé
Não é Zé pra qualquer nome
Nem Qualquer pra qualquer Zé
Diante desses apois
Eu vou dizer quem tu sois
Pode escrever se quiser:
Sois argumento de foice
Sois riacho correntoso
Tu sois carquejo espinhoso
Sois calo de coronel
Sois cor de barro a granel
Sois couro bom que não mofa
Sois um doutor sem farofa
Sem soqueira de anel.
Sois umbuzeiro de estrada
Sois ninho de carcará
Sois folha seca, sois galho
Sois fulô de se cheirar
Sois fruto doce e azedo
Sois raiz que logo cedo
Quer terra pra se enfiar.
No inverno sois caçote
Espelho de céu no chão
Chorrochochó de biqueira
Espuma de cachoeira
Sois lodo, sois timbungão
Sois nuvem quebrando a barra
Violino de cigarra
Afinando a chiação.

Sois bafo de cuscuzeira
Sois caldo de milho quente
Sois a canjica do milho
Sois milho pessoalmente
Tu sois forte no batente
Tu sois como milho assado
Se não for bem mastigado
Sai inteirinho da gente.
Tu desarruma as tristezas
Caçando uma risadinha
Sois doido, doido tu sois
Tu sois um baião-de-dois
Tu sois pirão de farinha
Sois bruto que se ameiga
No amor tu sois manteiga
Numa creamecrackerzinha.
Sois um Zé Qualquer do mato
Provador de amargor
Tu sois urro, sois maciço
Devoto do padre Ciço
Sois matuto rezador
O Zé Qualquer em pessoa
Marido de Chica Boa
O teu verdadeiro amor.
É Francisca CalimériaFeliciana Qualquer
Chica Boa é apelido
Pode chamar quem quiser
Mas digo as outras pessoas
Não digam que Chica "É" boa
O cabra que assim caçoa
Vê direitim quem é Zé.
JESSIER QUIRINO
Homenagem ao GRANDE ZÉ GOMES

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

caminhos

Teço agora não nossas
mas minha estrada
turva por uma neblina
incerta que faz do meu
futuro certo sem o seu

Passo a passo

Quando meu destino levou-me

Ao destino seu

Mar se fez

Alegria, paz e contentamento.

Quando nosso destino nos levou

A outros destinos

Mar se fez

Procelas,lagrimas e descontentamento.

fotos

Sua imagem que outrora era imaculada

Hoje aparece em minha retina enfadada

Borrada de tantas lagrimas já derramadas

Em nossos instantes fabricados

Pois certo de que meus ais não terão

Reverberacia em seu sofrer

ir e vir

Reto como uma curva

Seco como um açude

Calmo como a agonia

Leve tanto quanto pesado

A consciência paira, voa,

Vai e vem

Acaso

Percalços em minha estrada normais são

Longas estradas, entediado.

Percorro caminhos já trilhados

Sem saber que brinde me espera no fim

Por que o acaso é o acaso

Sempre! Do início ao fim.

Só pro isso eu bazofeio

Só por isso eu vim

Eu não quero saber qual é o fim.

negros

Em seus olhos negros pairam
contentamento e procelas
Em sua boca carne
Suco e desejos
Em sua pele há maciez e minha vontade

terça-feira, 28 de outubro de 2008

A musica

Tudo era apenas uma brincadeira
E foi crescendo, crescendo, me absorvendo
De repente eu me vi assim, completamente seu
Eu vi a minha força amarrada no seu passo
Sem você não há caminho, nem me acho
Eu vi um grande amor gritar dentro de mim,
como eu sonhei um dia

Quando o meu mundo era mais mundo
todo mundo admitia
Uma mudança muito estranha
Mais pureza, carinho, calma e alegria
No meu jeito de me dar
Quando a minha voz se fez mais forte e mais sentida
A poesia fez folia em minha vida
Você veio me falar dessa paixão inesperada
Por outra pessoa

Mas não tem revolta não
Só quero que você se encontre
Saudade até que é bom
Melhor que caminhar vazio
A esperança é um dom
Que eu tenho em mim

Não tem desespero não
Você me ensinou milhões de coisas
Eu tenho um sonho em minhas mãos
E amanhã será um novo dia
Certamente eu vou ser mais feliz

Tudo era apenas uma brincadeira
E foi crescendo, crescendo, me absorvendo
E de repente eu me vi assim, completamente seu
Eu vi a minha força amarrada no seu passo
Sem você não há caminho, nem me acho
Eu vi um grande amor gritar dentro de mim,
como eu sonhei um dia

E quando o meu mundo era mais mundo
todo mundo admitia
Uma mudança muito estranha
Mais pureza, carinho, calma e alegria
No meu jeito de me dar
Quando uma canção se fez mais forte e mais sentida
A poesia fez folia em minha vida
E você...
Com outra pessoa

Mas não tem revolta não
Eu só quero que você se encontre
Saudade até que é bom
É melhor que caminhar vazio
A esperança é um dom
Que eu tenho em mim

Não tem desespero não
Você me ensinou milhões de coisas
Eu tenho um sonho em minhas mãos
Amanhã será um novo dia
Certamente eu vou ser mais feliz
Peninha
E o ciclo se fechou... como em uma gestalt aberta
Tenho saudades do futuro
De todos os sonhos não concretizados
De todos os planos fadados
Tenho saudade de mim

Ainda que com essa dor não morra
Com ela ei de sofrer ad infinictum
Não nossas mas suas
Estradas tece agora

Pois nos caminhos desencontrados
Ficamos esperando o inexorável
Ficamos prostados. Apenas ficamos
A esperar a hora do barqueiro

Vinte e Nove

Perdi vinte em vinte e nove amizades
Por conta de uma pedra em minhas mãos
Me embriaguei morrendo vinte e nove vezes
Estou aprendendo a viver sem você
(Já que você não me quer mais.)
Passei vinte e nove meses num navio
E vinte e nove dias na prisão
E aos vinte e nove com o retorno de Saturno
Decidi começar a viver.
Quando você deixou de me amar
Aprendi a perdoar
E a pedir perdão.
E vinte e nove anjos me saudaram
E tive vinte e nove amigos outra vez.
Legiao Urbana

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Micro

Quero saber se é Nash
Desejo Pereto
Quero, Quero, quero você
Lhe monopolizar.
Dois olhos negros.

Folhetim

Se acaso me quiseres
Sou dessas mulheres
Que só dizem sim
Por uma coisa à toa
Uma noitada boa
Um cinema, um botequim
E, se tiveres renda
Aceito uma prenda
Qualquer coisa assim
Como uma pedra falsa
Um sonho de valsa
Ou um corte de cetim
E eu te farei as vontades
Direi meias verdades
Sempre à meia luz
E te farei, vaidoso, supor
Que é o maior e que me possuis
Mas na manhã seguinte
Não conta até vinte
Te afasta de mim
Pois já não vales nada
És página virada
Descartada do meu folhetim

Chico Buarque

Sem ela

Em espaços absortos penso nela
Com os braços abertos espero por ela
De noite na cama lembro dela
E sem ela continuo a minha vida
Pois es parte que me faz forte

terça-feira, 14 de outubro de 2008

em vão

Nada que me digas mudará o hoje
Qualquer coisa que faças mudará o agora
Tudo o que cantares emoção alguma trará
Força alguma fará com que o barqueiro
Retorne

Inexorável

Segue e não olhe pra trás
Cometi o mesmo erro que você
Acho que não da mais
Pena ser inexorável
Não volta mais
A água que da bica sai
Não volta jamais
O Fim, fim do fim,
Fim do começo, fim do meio,
Apenas fim

Retórica

Quando eu precisei da pessoa
Que mais ajudei, a vi cínica, dissimulada
Proferindo retóricas
Uma ação vale mais que um dicionário
Porém, a ação verdade é, enquanto
O dicionário, retórica, tão somente retórica
Peremptória retórica

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

O PORVIR

* Adiantamento

"Depois de amanhã, sim, só depois de amanhã...
Levarei amanhã a pensar em depois de amanhã,
E assim será possível; mas hoje não...
Não, hoje nada; hoje não posso.
A persistência confusa da minha subjetividade objectiva,
O sono da minha vida real, intercalado,
O cansaço antecipado e infinito,
Um cansaço de mundos para apanhar um elétrico...
Esta espécie de alma...
Só depois de amanhã...

Hoje quero preparar-me,
Quero preparar-me para pensar amanhã no dia seguinte...
Ele é que é decisivo.
Tenho já o plano traçado; mas não, hoje não traço planos...
Amanhã é o dia dos planos.
Amanhã sentar-me-ei à secretária para conquistar o mundo;
Mas só conquistarei o mundo depois de amanhã...
Tenho vontade de chorar,
Tenho vontade de chorar muito de repente, de dentro...

Não, não queiram saber mais nada, é segredo, não digo.
Só depois de amanhã...
Quando era criança o circo de domingo divertia-rne toda a semana.
Hoje só me diverte o circo de domingo de toda a semana da minha infância...
Depois de amanhã serei outro,
A minha vida triunfar-se-á,
Todas as minhas qualidades reais de inteligente, lido e prático
Serão convocadas por um edital...
Mas por um edital de amanhã...
Hoje quero dormir, redigirei amanhã...
Por hoje, qual é o espetáculo que me repetiria a infância?
Mesmo para eu comprar os bilhetes amanhã,
Que depois de amanhã é que está bem o espetáculo...
antes, não...
Depois de amanhã terei a pose pública que amanhã estudarei. Depois de amanhã serei finalmente o que hoje não posso nunca ser.
Só depois de amanhã...
Tenho sono como o frio de um cão vadio.
Tenho muito sono.
Amanhã te direi as palavras, ou depois de amanhã...
Sim, talvez só depois de amanhã...

O porvir...
Sim, o porvir..."

Álvaro de Campos

Ah ... O porvir. Nunca fui mesmo daqueles que fazem tudo hoje e não deixam nada pro amanha. Seja pela incerteza ou pelo afã de tudo fazer. Com essas pouco pareço.
Quando da necessidade de alocar um sentimento de angustia, a colocação da saudades de quando criança era e da pífia inépcia de levar uma vida pragmática. Pessoa o escreve de forma ímpar.

Ora pra que tentar urdir um futuro

“(...)Deixa a vida me levar (vida leva eu)
Deixa a vida me levar (vida leva eu)
Deixa a vida me levar (vida leva eu)
Sou feliz e agradeço por tudo que Deus me deu(...)” Zeca Pagodinho
Mas Nunca se esqueça. "Os Deuses vendem quando dão"

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Oi......... estou péssima, não consigo dormir!Nunca pensei que pudesse te causar esse

sofrimento....sempre trabalhei para arrancar o seu sorriso, a sua alegria... queria te dar paz nos

meus braços!Só queria deixar claro, para você, que não estou alheia aesse sofrimento... estou

nele, faço parte dele!!!Sinto como se estivesse vazia........Entendo você me culpar, até sentir

raiva! Eu fui a fundo,em algo que você... em alguns momentos, já demonstrava até enxergar!Eu

sinto pelo que não fui, mas garanto que fui tudo que podia ser!Eu te amei, te amo e te amarei,

saiba disso! Nunca vou te faltar! Senti, hoje, que para você se defender, fosse preciso me afastar...

entendo! Mas estou aqui!Enxergo uma luz no fim do túnel.... talvez longe, mas a vejo! Não a

tampe!!!Você, assim como colocou.... foi o que de melhor me aconteceu.... o homem que me

ensinou amar e ser amada... me permitiu dar e sentir prazer, sem me considerar egoísta...fui feliz,

você me fez feliz, por inteira!Nunca quis outro homem que não você, nunca me doei como para

você! Se há alguém que precisa agradecer.... esse alguém sou eu! Você é único!Hoje me dói pensar

que meus sonhos não se concretizarão,mas a luz existe, ainda....
"Você foi o maior dos meus casos
De todos os abraços
O que eu nunca esqueci
Você foi, dos amores que eu tive
O mais complicado e o mais simples pra mim
Você foi o melhor dos meus erros
A mais estranha estória
Que alguém já escreveu
E é por essas e outras
Que a minha saudade faz lembrar
De tudo outra vez....Você foi
A mentira sincera
Brincadeira mais séria que me aconteceu
Você foi
O caso mais antigo
O amor mais amigo que me apareceu
Das lembranças que eu trago na vida
Você é a saudade que eu gosto de ter
Só assim sinto você bem perto de mim
Outra vez
Esqueci de tentar te esquecer
Resolvi te querer por querer
Decidi te lembrar quantas vezes eu tenha vontade
Sem nada perderVocê foi
Toda a felicidade
Você foi a maldade que só me fez bem
Você foi
O melhor dos meus planos
E o maior dos enganos que eu pude fazer
Das lembranças que eu trago na vida
Você é a saudade que eu gosto de ter
Só assim sinto você bem perto de mim
Outra vez"
TE AMO SEMPRE!Um beijo no seu coração.... me passe seu sofrimento.... o receberei de corpo e alma!A mulher que sempre foi sua... e que talvez, possa ser outra vez!Com Carinho,
Carta escrita por Dauster Pontual


Sei que não posso te cobrar muito, mas hoje foi a vez em que te senti frio... longe... tive medo! Meu anjo, meu lindo, minha vida, não me culpe! Ontem senti das maiores dores do mundo, o te querer e saber que posso te perder! Vamos deixar que as coisas sigam seu rumo! Eu amo vc e não admito que vc contradiga isso! Estou péssima, confusa, me perdoe qualquer coisa! Continuo pensando antes em vc, não quero que o meu sofrimento seja seu! Estude, viva sua vida, estou sempre perto e se for p ficarmos juntos, ficaremos! Isso não representa que o tenha em minhas mãos ou que dite as regras, mas que se for p ser... o destino nos unirá! Um beijo e fique com deus!
Carta escrita por Dauster Pontual.

minh´alma

Prometo amar-te por toda a minha vida,

pelo resto de minha vida,

por todas as minhas vidas.

Porque não será nesta vida que findará o
meu amor.
Deveras, serei seu para sempre, simplemente seu,
em tudo.
Ainda que com o coração dilacerado continuo a amar-te e
hei de sempre.
Pois, cada fragmento de meu coração soma mais que o todo
amar.
Em cada pedeço tem a força de um todo
por toda a minha vida.
E que num todo esta a minh´alma
mesmo que sofrida.
Hei de te amar.

Marcus Almeida

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Se bom pra você for
Podes partir amor
E que sejas feliz
Muito bem feliz
Que Deus e a natureza
as aves nos seus ninhos
as flores pela estrada
perfume todos os caminhos
Eu aqui ficarei
por você rezarei
todas as tardes
ao bater Ave Maria
Que sejas bem feliz
mas leve-me na mente
que cresçam suas glórias
e minhas lágrimas contentes
Angenor de Oliveiura

sábado, 4 de outubro de 2008

SAUDADE

É preciso que a saudade desenhe tuas linhas perfeitas,
teu perfil exato e que, apenas, levemente, o vento
das horas ponha um frêmito em teus cabelos...
É preciso que a tua ausência trescales
utilmente, no ar, a trevo machucado,
as folhas de alecrim desde há muito guardadas
não se sabe por quem nalgum móvel antigo...
Mas é preciso, também, que seja como abrir uma janela
e respirar-te, azul e luminosa, no ar.
É preciso a saudade para eu sentir
como sinto - em mim - a presença misteriosa da vida...
Mas quando surges és tão outra e múltipla e imprevista
que nunca te pareces com o teu retrato...
E eu tenho de fechar meus olhos para ver-te."
Mario Quintana