quinta-feira, 22 de novembro de 2012

borboletas

borboletas librianas têm em suas asas, pratos psicodélicos
 em suas asas estão Polo Alto
 Estão Polo baixo
deixando o seu voo livre, solto, desconexo


 ora lembrando do processo metamórfico
 sem saber ainda o que é
 sabendo o que será
 ora tendo certeza de sua plenitude
 sem acreditar que um dia fora completa
 outro dia incompleta.

terça-feira, 26 de julho de 2011

A maré esta mudando,
o sudeste esta entrando
Procelas veem se aproximando
Corro pro timão sabendo que nada poderei fazer.
A não ser enfretar mais uma vez e perder
Toda a razão e todo saber
Por que em nenhum dia desta vida vou esquecer
Caminhos como esses percorridos
Por coisas como essas é que me orgulho de ter vivido
Ao lado de pessoas como você
Então tudo o que eu queria era estar afim
Mas nada veio em minha direção
É como se no coração só houvesse
Uma pequena ponta de frustração.

Eu tentava que ele mantivesse
Toda dignidade em forma de oração
Mesmo que fossem maneiras vãs
De elucubrar pensamentos absortos
Acabo percebendo que em gris manhas
Fico como uma fêmea após um aborto
Abatida, pálida, doida, sangrando

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Como um cofre ele se apresenta
Porém um cofre atípico;
Sempre trancando, assim como se deve ser;
Contudo, dual;
Sempre aberto!
Aberto a todas as suas escolhas
Porém, trancado ao seu desenrolar
Como aquela porta entreaberta
Convidando lhe a dar uma espiada
Há, contudo, um negrume que
Não lhe permite ver o que há adiante
Um salto no imaginário, instiga
Empurrando o subconsciente, consciente e uma coisa completamente desconhecida
Numa relação epifitista
Onde aqueles conhecidos são neutros
E estes
Misteriosamente não se apresentam, nos deixando duvidas, incertezas, descrenças.
Probabilidade, destino, Deus, relações bioquímicas, erros, ruídos brancos?
Em verdade sei que este é um personagem mefistofélico!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

As palavras proferidas pelo coração
não há língua que articule.
Tão pouco os gestos feitos com a alma
não há corpo que plagie
inermes são os pontos mundanos
sublimes são os amores
inefáveis são os sentimentos
sofríveis são os anseios trôpegos
que por vezes, nos insiste em aparecer
quero mais as marcas indeléveis, maculadas
Julgo os meus atos ex post e da maneira que me convém

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Val

Entre a minha casa e a tua
há uma ponte de estrelas
uma ponte de silêncios.
Mario Quintana

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Orgulho de ser Brasileiro

Eeeee judiciário brasileiro!!!!! Quem deveria dar a porrada, afaga! entao vamos que vamos. Pq o povo brasileiro não é tão diferente deles... agora votem em todos os fichas sujas! comediantes! jogadores! mulheres frutas! cantores e por ai vai... Vamos lá povo brasileiro, mostrar pros juristas que precisamos sim de leis pra poder fazer o que é certo. pq sem essa MERDA de ordenamento não conseguimos segurar um garfo pra comer!
Ai to vendendo o meu voto: por um saco de farinha e um par de sapato (pode ser furado mesmo)! Quem vai comprar banana!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Kahlo


Ser grande, basta ser simples
Cristo, Gandhi, jasmim;
Ser enorme basta ser percebida
Patativa, trabalho, Frida.
Céu em Brasília, cheiro mato molhado;
Figurar ao seu lado, maior prazer.
Gostoso,
esgotado.

sábado, 31 de julho de 2010

problemas

Os problemas existem e pronto
A vida é simples
As flores crescem e morrem
Sem problemas
O sol nasce e põem
Sem problema
Não falta água nem comida
Sem problema
Os pássaros cantam
E a angustia humana permanece com os seus.

Amor com dor

Amor com dor
rimar é fácil
Difícil, meu bem,
é rimar
amor com amor.

Julia de Olveira

luz

Algum dia pretendo correr mais que o sol
Luzes que cegam, cartas que desorientam
Todas as músicas tocam em dó
A alegria de um dia poder não ter então
E saber que não mais estarei só
E junto ao teu corpo estará a minha mão

Bach

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Cacos de vida

Depois de ter a sua vida lapidada
Na forma dum cristal que embreaga
O pôs em um pedestal
Não sentiu que a cada dia se ofuscava

Cacos de vida espalhados pelo chão
Brilhantes como diamantes
Cortante como vidro ...
Pujante como amantes.

A desgraça veio em lágrimas
Oras tu que agora passas
Não percebes o mal e a desgraça
Que cabe num coração.

Agora não há do que lamuriar
Contudo, o que pensar
Os erros da vida
Os males do coração.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

flor

Arcos que borram as íris
Guardas que empurram pelas costas
Beijo que não tem gosto de flor
Onde estou? Quem eu sou?

Portas que se abrem em paisagens
Cantos que se curvam em mensagens
Vida que segue. Amor que se negue
Lua sem inspiração.

Quando do torpor irei me livrar
Quanto de dor pode suportar.
Até que o dia acabe
Até que a noite me cale
Até eu amar.

quinta-feira, 27 de maio de 2010